sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O ônibus é um lugar surreal.



Um menino sujo e magrinho sobe no ônibus e começa a distribuir (ou jogar no colo das pessoas) um papelzinho também sujo, onde está escrito:

“Mim ajude a comprar comida para mim e meus irmão minha mãe esta desempregada e meu pai esta doente. Deus abençõe".

A questão é: porquê ele não compra comida com o dinheiro de mandar fazer os papeizinhos e fala normalmente pra pedir?

***

Um cara entra no ônibus pra tocar pandeiro e cantar músicas evangélicas. Um desrespeito aos ateus e um motivo pra ficar com ódio se estiver com sono. Só agrada aos evangélicos. Será que eles querem converter alguém com isso?

***

Você entra num ônibus e tem dois caras conversando alto. Você escolhe um lugar e senta. Esta conversa vira uma discussão. Em alguns minutos os homens levantam e começam a brigar, e saem no tapa. O motorista abre as portas e sai correndo. Todo mundo sai correndo.

***

Uma turma de emos sobe no ônibus gritando, fazendo escândalo, se agarrando uns com os outros, tirando as camisas, fazendo contorcionismo, se pendurando nos ganchos do teto, pulando, falando putaria e cantando.

***

Uma mulher entra no ônibus e conta a história de sua vida. Sua filha morreu há pouco tempo, e esta era quem lhe ajudava financeiramente. A mulher ainda abalada fala que não quer passar a vida pedindo, quer começar um negócio com uma barraca de cachorro quente e pede encarecidamente que os passageiros a ajudem da forma que puderem a reconstruir sua vida, até 10 centavos ajuda.
Cobrador: Eu conheço a senhora... a senhora tem umas casas de aluguel lá em Gaibu!
Mulher: Mentira! Seu cabra safado! Não fale o que você não sabe! Eu sou decente!
Cobrador: É verdade sim! Blá blá blá...
Mulher: Blá! Blá!... (bate-boca)

Passageiros atônitos.

***

Agora a melhor, uma coisa que, quando acontece, é só uma vez na vida: Um cara sobe no ônibus e começa a contar um pouco de sua história, de como seu irmão morreu de câncer etc. Quando todo mundo acha que ele vai pedir dinheiro, ele pede visitas para uma casa que cuida de crianças com câncer. Se identifica, diz onde trabalha, distribui seu e-mail e telefone para maiores esclarecimentos e diz que apesar de trabalhar o dia todo numa empresa, arruma um tempo para ser voluntário. Tudo mundo começa a se interessar e fazer perguntas, e trocar canetas para anotar o e-mail do cara e o site da instituição. Infelizmente perdi os contatos do cara, vou ver se encontro o site pra postar aqui. Me deu vontade de chorar e uma sensação fantástica de saber que o mundo não tá totalmente perdido.

E você ainda quer ter um carro???


Nota: todas as histórias são verídicas e foram presenciadas pela blogueira.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

The end



Friends é uma das melhores coisas que já fizeram. Mas se durasse mais de 10 anos seria muito estranho. Já é muito estranho assistir a décima temporada e depois ver um episódio da primeira, os personagens mudaram muito! Tem uma hora que tem que acabar. Chorei mesmo no final.
Foi muito triste também quando acabou Arquivo X. Por que nossas séries preferidas têm que acabar? Por quê?????????

sábado, 24 de outubro de 2009

Eu fui uma criança estranha.

Foi lendo o último post do meu amigo aqui que lembrei de uma velha teoria minha. Ela surgiu há anos atrás enquanto eu assistia o super existencialista e fantástico desenho da Disney FORMIGUIHAS. Antes de rir, lembre-se que chamaram Colombo de louco quando ele falou que a Terra era redonda.

Nos primórdios da humanidade, o homem só se preocupava com caçar, comer e dormir. Depois passou a plantar, caçar, comer e dormir. Depois plantar, caçar, produzir utensílios, comer e dormir. Isso sem entrar no assunto da dúvida entre evolução do macaco ou Bíblia.

Um tempo depois, pra encurtar um pouco, o homem se preocupa com ser promovido, arrumar uma mulher legal, ou duas, comprar um carro, fazer a pós-graduação no exterior, pintar a sala de azul, começar a malhar e fazer dieta, comprar um xampu anti-queda e visitar a família no fim de semana. Isso sem entrar no assunto de escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho.

Com essa evolução, que não durou uma fração do tempo que, segundo os cientistas, a Terra levou pra se formar e se tornar um lugar legal pra morar, já se descobriu que fora a Terra existem mais oito planetas girando em torno do mesmo sol que nós (fora o fato de que recentemente rebaixaram Plutão a um corpo celeste qualquer, por não ter massa suficiente para classificá-lo como planeta). Descobriu-se que fora esse sistema solar aqui, existem outros, que formam galáxias, que também são várias. Isso sem entrar naquela coisa: se o universo é infinito, não dá pra ver o final. E se tiver final, o que tem depois dele?

Em contrapartida, ou aliado a isso, descobriu-se a composição de todas as coisas, inclusive os seres vivos: os elementos químicos! Que, por sua vez, são formados por moléculas que, por sua vez, são formadas por átomos que, por sua vez, são formados por prótons, nêutrons e elétrons. Que por sua vez devem ser formados por alguma outra coisa que de tão pequena o homem ainda não conseguiu ver. Isso sem entrar naquela discussão física de que: se entre o núcleo do átomo e os elétrons existe uma distância quilométrica, e o que faz as coisas serem sólidas é a velocidade com que os elétrons giram, nós somos e vivemos em um monte de vazio.

Daí vem a teoria: Se o homem não consegue ver ainda, não quer dizer que não existam o fim do universo e a composição dos elétrons. Logo, pode haver qualquer coisa fora do universo e dentro dos elétrons. Tomando como exemplo as formigas (aí entra o filme), que são seres vivos passíveis de evolução, pra quem acredita na ciência, é claro que não está ao alcance do pensamento delas (se é que elas os têm) que existe uma coisa maior do que o jardim. Mas existe! Existem seres maiores que elas, e o resto do mundo e as galáxias. E sabe Deus mais o quê. Um dia elas podem ser evoluídas e descobrirem essas coisas. Mas por enquanto é só o jardim.

Se já fomos macacos e hoje sabemos que existem as galáxias, nos igualamos às formigas. As formigas somos nós lá nos primórdios, elas estão vivendo agora os seus primórdios. Então, se pode haver bilhões de coisas a mais para descobrirmos no universo, quem garante que fora dele não tem uns elétrons girando em alta velocidade, formando um átomo? O universo pode ser um próton. Ou um nêutron. E o átomo pode ser de qualquer substância, que forma qualquer coisa, tipo a sujeira da unha do dedão do pé de alguém.
A conclusão da teoria é a seguinte: Nós podemos estar vivendo na unha do dedão do pé de alguém. Que pode estar vivendo na unha do dedão do pé de outra pessoa. Isso sem entrar na questão de que pode não ser uma unha de dedão, mas a gosma de um caracol, o pólem de uma flor na pata de uma abelha ou uma bolha de gás de uma Coca-Cola.

Não diga que não tem base científica.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Força estranha

Eu ando apaixonada por essa música aqui.


Eu vi um menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada que eu nunca passei
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou

Por isso ima força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
O tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo, o jogo das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé, é o chão
Eu vi muitos homens brigando, ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha


Especificamente na voz de Ana Carolina.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

... e fui feliz para sempre.

Mais um aniversário se passou. Agora tenho 24 anos e um mês, o que quer dizer que faltam apenas onze meses para que eu adquira meu primeiro Renew. Quem leu o post abaixo sabe o que isto significa para mim.
Parece que, com esta passagem etária, entrei também numa maré de sorte, ou de mérito, porque pra ter essa sorte toda eu ralei pra cacete. Finalmente passei num concurso! A empresa só tem de público o concurso mesmo, é privadíssima. Mas tô super feliz, trabalhando que nem uma louca, só que na minha área, planejando e executando viagens. É outra coisa, outra sensação trabalhar com uma coisa pra qual você passou anos estudando. Fora o salário, que dobrou. Recomendo.

Também estou prestes a financiar um ap e sair do aluguel! Terminei a monografia que tava empancada há mais de um ano, e o melhor vem agora: casei de verdade, no cartório! Não é casamento de verdade porque no Brasil ainda não pode, parece que só no Rio Grande do Sul, é acordo de união estável. Mas que tem o mesmo teor legal, inclusive para fins de benefício.
Belo dia, crente de que sou uma pessoa casada, lá vou eu toda serelepe fazer minha carteirinha de funcionária e colocar minha mãe e minha cônjuge como dependentes, quando serenamente a moça do atendimento me diz que esta segunda pessoa não pode ser inclusa no cadastro, é "norma da empresa". Eu sabia que não podia estar com tanta sorte.

Falei com o genrente, com a diretora regional, contei pra umas quatro pessoas no trabalho, contei pra todo mundo que eu conheço. Soube que houve caso aqui de um casal de homens que passou pela mesma coisa, colocaram na justiça e ganharam. Foram pra uma unidade da empresa fora do Estado (porque só não pode em Pernambuco), fizeram a carteirinha e voltaram de mãos dadas pra mostrar. Achei tudo.
Será que ninguém avisou pra eles que discriminação é crime? É tão difícil entender que isso tá errado? Se colocar na justiça ganha mesmo, porque a lei é clara. É incrível que ainda aconteça esse tipo de coisa nos dias de hoje e numa empresa que prega a inclusão social. Só não coloco na justiça também porque estou recém chegada, trabalho no que sempre sonhei, é uma oportunidade de ouro, mas que tô morrendo de vontade, não posso negar. Se não fosse funcionária, não pensava nem meia vez. Mas não descarto a possibilidade, posso fazer isso quando tiver alguma estabilidade ou quando sair daqui. Não sei nem o que vou comer amanhã, quanto mais onde vou trabalhar daqui a um ano! Provavelmente na INFRAERO, já que passei pra cadastro de reserva, e o salário é o dobro do daqui... auhauhauhauhuahuahuahahaaaaaa (leia-se risada de bruxa vingativa).

Só queria mesmo, por enquanto, expressar minha indignação por essse ato de desrespeito. Pretendo seguir o exemplo do casal e fazer a carteirinha na próxima viagem interestadual e, no futuro, resolver essa história. Apesar de gostar muito do meu emprego, essas e outras me deixam triste e fazem pensar em trocar de novo, talvez pra INFRAERO, e encher a boca pra dizer: "desculpa, mas eu passei num concurso federal e estou me demitindo. A propósito, estou processando vocês por homofobia e discriminação". Pego minha indenização por constrangimento e danos morais, quito minha casa e vou ser feliz para sempre num emprego de onde nem Lula me tira! auhauhauhauhauhauhahahahahaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... (leia-se risada de bruxa vingativa).

sexta-feira, 17 de abril de 2009



SOBRE A REFORMA ORTOGRÁFICA: Olia ço ki maravilia!

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica.
Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo.
Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

PRIMEIRO ANO

No primeiro ano, o “Ç” vai substituir o “S” e o “C” sibilantes, e o “Z” o “S” suave.
Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes.
O “C” duro e o “QU” em que o “U” não é pronunçiado çerão trokados pelo “K”, já ke o çom é ekivalente.
Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

SEGUNDO ANO

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko “H” mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados.
O “CH” çera çimplifikado para “X” e o “LH” pra “LI” ke da no mesmo e e mais façil.
Iço fara kom ke palavras como “onra” fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.
Da mesma forma, o “G” ço cera uzado kuando o çom for komo em “gordo”, e çem o “U” porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de “G” em “tigela”, uza-çe o “J” pra façilitar ainda mais a vida da jente.

TERCEIRO ANO

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis.
O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar.
Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.

QUARTO ANO

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu.
Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de falar xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo.
Os paulista vaum adorar.
Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

QUINTO ANO

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ?
Os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us advogado us iskrito i ate us pulitiko.
Olia ço ki maravilia!

(Não sei quem é o autor, mas devia ter uma cadeira na Academia Brasileira de Letras! Que, aliás, nem sei pra que serve...)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Ontem estava assistindo àquele programa novo do SBT (sim, tenho fraquezas) sobre moda, Estação da moda, Fábrica da moda, Oficina da moda, sei lá... ESQUADRÃO DA MODA! Eles pegam uma pessoa bem cafona pra transformar o guarda-roupa. Após transformar a moça, o rapaz do programa:

- Aiiiiii arrasou essa roupa! Tá linda, agora todo mundo vai gostar muito mais de você.

A moça transformada:

- Com certeza, as pessoas vêem o que a gente é pela roupa que a gente veste mesmo né, pela aparência. Agora vão me achar até mais inteligente.


Sem mais...

domingo, 8 de março de 2009

O dia em que meus olhos se abriram

As pessoas me perguntam se eu quero ter filhos. Eu não sei!!! E o que tem demais em não saber?? Eu posso ainda nem ter decidido o que eu vou ser quando crescer.
O fato é que eu gosto de criança. Tava escolhendo um presente pra filha de uma amiga, que fez 2 anos, e senti que tinha a obrigação de escolher um presente educativo, aliás, toda criança só devia ganhar presente educativo, nada de armas ou coisas assim. Tenho grande repulsa, aliás, pela Barbie, uma patricinha consumista que tem uma Ferrari e vive no shopping comprando roupa, é só o que ela sabe fazer. Que mulheres nossas meninas vão se tornar brincando de Barbie? Afinal, crianças são pacotinhos vazios onde a gente vai colocando o que quiser. Elas aprendem tudo.

Passei horas na loja escolhendo o presente. E percebi que o mundo está ensinando atrocidades às crianças através de brinquedos e livros infantis. Li simplesmente todos, aliás, e a história que mais me revoltou foi a da Chapeuzinho Vermelho. Como nunca percebi? Primeiro que a pirralha já sai de casa sozinha pra atravessar o bosque. Claro que ela ia encontrar um lobo, o que a mãe dela queria? Bosques de histórias infantis têm lobos! Pra resumir bem, o lobo devora a vó, e quase come a menina também, até que um caçador aparece e dá um tiro à queima-roupa no lobo, depois disseca ele pra tirar a velha de lá. É sanguinário! Depois a criança assiste Datena e acha tudo normal.
Uma das piores também é a Pequena Sereia. A pobre pede ao pai pra namorar com o príncipe e ele não deixa porque ela não tem pernas, e sim um rabo! Meu Deus, em que mundo nós estamos que as pessoas ainda têm que se encaixar em padrões??? Só posso crer que existe uma grande conspiração para corromper a humanidade desde a infância. Foi chocante para mim.

Enfim, fui ver uns brinquedos de montar, umas coisas coloridas. Só tinha pra crianças maiores. Bola é bom, estimula o esporte, mas tavam feias e murchas. Não sabia o que fazer, liguei pra Maria Cristina.

- O que você compraria pra uma menina de 2 anos?
- Não sei, uma bola, uma boneca... deixa eu perguntar aqui pro meu aluno...
(pausa para perguntar ao aluno de 4 anos o que ele daria pra uma amiga)
- Ele disse pra comprar uma boneca.
- É? Ela vai gostar?
- Toda menina gosta de boneca, eu não gostava, mas ela deve gostar. Sei lá, compra qualquer coisa rosa.
- Tá, valeu, tchau.

Mas todo mundo vai dar uma boneca! Não vou comprar uma boneca.
Andei mais um pouco e, quando já estava quase pegando a boneca mesmo, foi como se visse meus próprios olhos brilharem: um carro! Um carro rosa, que acende a luz, canta, anda e abre as portas. Perfeito! A gente dá uma coisa chamativa que ela vai adorar e ainda ensina sobre estereótipos, apesar de ela provavelmente só saber o que quer dizer essa palavra quando tiver 18. Bom, o importante é ela ver que menina tambem brinca de carro.

Moral da história: das duas uma - se eu tiver um filho, ou ele vai ser a criança mais sensata e educada do mundo ou a mais paranóica.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Meme-me

As Regras:
-Linkar a pessoa que te indicou.
-Escrever as regras do Meme em seu blog.
-Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
-Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
-Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
-Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

Sobre mim:
1. Eu amo todos os bichos e todas as plantas, às vezes objetos, e acho que todos são nenens e merecem carinho, acho que sou reencarnação de hippie, ursinho carinhoso ou algo assim.
2. Tenho chá de camomila nas veias e não me estresso com quase nada.
3. O maior ódio que eu já tive na vida foi quando me assaltaram na porta do show de Alanis Morissette e levaram meus ingressos. Pra não estressar eu precisaria ter uma cartela de Rivotril dissolvida no meu sangue.
4. Acho que eu queria ser escritora, por isso eu tenho blog.
5. Meu sonho é viajar o mundo inteiro.
6. Eu sou a pessoa que mais entende de preconceito no mundo: mulher, loira, turismóloga e lésbica.

Só tenho duas pessoas pra indicar:
Antes Feio http://antesfeio.blogspot.com/
Fernanda http://vidabizarra.blogspot.com/

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Hoje eu tenho uma história pra contar. Melhor puxar uma cadeira.

Qualquer semelhança com fatos reais só pode ser mera coincidência.

Tudo começou no meu aniversário de casamento, 16 de janeiro. Fui avisada pra não fazer nada nem marcar nada pro fim de semana, pois ia ganhar uma surpresa. E ganhei, um findi babado na praia. Foi ótimo. Mas eu também tinha uma surpresinha: comprei os ingressos pro show de Alanis Morissette.

Alanis embalou nosso namoro na adolescência, tem todo um simbolismo. E anteontem chegou a grande noite, a do show. Marcamos com dois amigos de ir no carro deles (não temos carro), mas eles se atrasaram e a gente resolveu ir na frente. Como o salário da grande maioria da população não dura até o dia 30 e nós fazemos parte desta fatia da sociedade, pegamos um ônibus em vez de um taxi. Chegando na parada esquisitíssima mais perto do Chevrolet Hall, percebemos dois caras se aproximando, saido de trás das árvores. Tentamos correr, mas um deles me puxou pelos cabelos e me jogou no chão, e levou minha bolsa. Acho que nunca tive tanto medo, achei que ia morrer ou ser estuprada. Não desejo a sensação que tive pra ninguém.
Atravessamos a rua e nos abraçamos agradecendo a Deus por não ter acontecido nada pior. Formulamos também uma teoria: quando tiver show no Chevrolet Hall, vá de taxi, de carro, ou não vá. Depois pensamos um pouco: perdemos celular, câmera, passe-fácil (cartão passe para estudantes, que eu tinha acabado de carregar com 90 reais), carteiras de estudante, e os dois ingressos, que custaram 120. Ironicamente, tinha muitos policiais mais à frente, devido ao show. Fomos até lá e pedimos sem muita esperança que uma viatura verificasse as redondezas do ocorrido. Sem sucesso. Pensamos de novo: Já que não tem muito a fazer mesmo, não vamos perder o show - eu iria pegar um taxi, passar em casa pra pegar o cartão do banco, que por pouco não coloquei na bolsa, tirar dinheiro num caixa eletrônico e comprar ingressos de cambistas, bem mais baratos. Depois a gente vê como repõe na poupança. Afinal, não se perde um show de Alanis Morrissette em Recife.
Quinze segundos após pegar o taxi, mandei parar. A chave de casa também estava na bolsa.
Começamos a rir compulsivamente, repetindo: - Isso não acontece com mais ninguém!!!!!
Estávamos sem um centavo, sem poder entrar em casa, sem telefone de ninguém na cidade. Só sabia decorado o telefone da minha mãe, que mora em outra cidade. Maldito seja quem inventou a agenda telefônica de celular. Não queria preocupá-la mas não teve jeito, liguei. Mesmo com medo de dirigir à noite, ela veio me buscar. Enquanto ela não chegava, ouvimos o show inteiro do lado de fora. Tive a sensação de que a letra de Ironic nunca fez tanto sentido até aquele momento, mesmo porque começou a chover.
Na ida pra casa, bloqueei meu celular e só queria dormir. Mas a chuva ficou forte como nunca vi, não dava pra ver a estrada, dirigíamos muito devagar e com medo. Acho que foi o dia mais longo da minha vida, e não queria acabar. Quando fui dormir só conseguia pensar no que poderia ter me acontecido. E o detalhe é que eu tinha que trabalhar no outro dia.
De manhã, liguei pro trabalho e expliquei porque não podia ir - estava trancada do lado de fora e chaveiros não trabalham no sábado antes das 8 horas. Após as 8 horas, voltamos pra Recife e procuramos um chaveiro pra abrir a porta. Ao entrar em casa, vi que meu celular estava lá. Pulamos como duas loucas. O final foi feliz.
As coisas acontecem por uma razão, mesmo que as pessoas não vejam. E eu sou tão privilegiada que vi. Eu estava muito apegada às minhas coisas materiais, precisei perder essas coisas tão pequenas pra ver que elas são extremamente supérfluas nas nossas vidas. Se algo tivesse me acontecido, várias pessoas iriam se preocupar, porque gostam de mim. Conheço pessoas que adorariam ter a vida que eu tenho! Eu tenho um trabalho, posso recuperar tudo que perdi, com o tempo. Tenho o amor da minha vida ao meu lado em todos os momentos. Tenho saúde e uma vida inteira de possibilidades pela frente. Um dia até posso assistir um show de Alanis de Camarote. Já as pessoas que me roubaram, acho difícil que tenham essas oportunidades. Mas gostaria que tivessem e aprendessem coisas, como eu aprendi. A sensação é ótima.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O lerê nosso de cada dia


Tava assistindo o noticiário hoje cedo e vi um cara sendo entrevistado não lembro pra quê, porque o que me chamou atenção foi quando o repórter disse a profissão dele: "Fulano de Tal da Silva, funcionário público...", sendo outra entrevistada professora e outro, advogado. Isso me fez concluir que minhas antigas suspeitas estavam corretas: todo funcionário público faz a mesma coisa - nada. Tanto que já virou uma profissão padronizada, mesmo tendo tantas áreas de atuação. Uma bela constatação pra mim, que decidi passar num concurso público esse ano a todo custo. Não, não estou falando sério com "bela constatação", estou sendo irônica. Porque apesar de não achar tão má idéia ganhar uma grana sem ter muito trabalho, fico pensando que o país inteiro está nas mão desses afortunados (literalmente) e que eu estarei no meio deles. Mas não vou ser um deles. Será que agüento viver nesse meio?

Moral da história: Eu devo ser a única pessoa do mundo politicamente correta o suficiente pra estar num dilema do tipo: Será que eu quero ganhar 4 mil por mês pra desenvolver um trabalho legal na minha área, com estabilidade, tranquilidade e satisfação pessoal e profissional? Ou é melhor continuar ganhando o suficiente (às vezes) pras contas e largar às 6 da tarde com a sensação de que perdi o dia inteiro, depois de um bombardeio de ordens e informações que eu tenho que lembrar se tiver amor à minha vida? Afinal, ainda tenho consciência e sigo noções de cidadania, só não sei até que ponto isso é saudável. Como diz Chiquinha, "vamos ao trabalho, que enobrece, todo mundo gira e a planta cresce".

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A cada ano que passa eu espero a hora de usar Renew. Só falta um ano e meio e já tô me desesperando (pra quem não sabe, começa-se a usar Renew aos 25). Não que eu me preocupe muito com ruga, mas usar Renew é simbólico, significa que você tem 25 anos! Falei isso pra uma prima de 20 anos e ela: "ah, mas eu já uso sabonete de colágeno! não custa prevenir..." Daqui a pouco tão dando injeção de botox a partir dos 15 pra prevenir as rugas dos 25 e não precisar usar o Renew.
Antigamente, ninguém se preocupava tanto com isso. Hoje em dia, não se fazem mais nem doenças como antigamente: uma amiga minha pegou catapora 2 vezes, e depois dos 20. Eu mesma quando peguei (também depois dos 20) todo mundo ficou rindo da minha cara e dizendo que era doença de criança. Acho que deveria ter encarado como elogio. Não acreditava quando me diziam que depois dos 20 o tempo voa.
Eu me lembro (já tô falando que nem uma velha) quando tinha 10 anos. Planejava minha festa de 15... já ia poder namorar, fazer ensino médio, o que era chiquérrimo, e sair à noite. Aos 14 anos, era doida pra fazer 17. As meninas de 17 eram mulheres! Corpos cheios de curva, bastante peito e conversas bem mais interessantes, claro. Mas quando vi que aos 17 não podia fazer nada que queria ainda, fiquei louca pra ter 20. Aí tava na faculdade, mais independente, mas morava ainda na casa dos pais, e isso era um saco. Queria proclamar minha independência definitiva. Mas já sem tanta preocupação com a idade. Aos 22 saí de casa, e comecei a esperar os 25 com ansiedade destrutiva. Ainda não me sinto uma anciã, mas sei que do jeito que vai, aos 25 vou começar a querer voltar no tempo, pra não ter que pagar aluguel, não ter que dar satisfação ao chefe, não ter que fazer conta quando quiser comprar qualquer coisa, não ter que fazer tudo que eu faço hoje. E, claro, pra não usar Renew.


Moral da história: Preciso conseguir o telefone de Paula Toller, que tem 20 anos desde os anos 80.

sábado, 22 de novembro de 2008



Adoro discussões sobre arte. Principalmente as que envolvem a famosa e inirrespondível pergunta: o que é arte? E mais fascinante ainda é aquela: quem/o que define o que é arte e o que não é?
A música talvez seja minha forma preferida de arte, e foi ela que me fez refletir sobre o porquê de coisas como "açaí, guardiã, zum de besouro, um imã, branca é a tez da manhã" fazerem sucesso só por serem de Djavan. Aposto que se tivesse sido feita por Lairton dos Teclados, nêgo caía em cima. Só fazendo um PS, eu amo Djavan, e isso faz a coisa ser ainda mais curiosa. Tem um exemplo melhor: "Magamalabares (??) acqua Marã / Um barquinho oxaiê / Quem esteve aqui viu barquinho de gazeta / ancorar no mistério [...] Os anjos de onde vêm / sua vida / bem vinda / a trilha / Os livros não são sinceros / Quem tem Deus como império / No mundo não está sozinho / Ouvindo sininhos." Nem sequer rima. Custava traduzir só um pouco pra gente saber o que raio passava na cabeça de Carlinhos Brown pra inspirá-lo a fazer isso? Não, porque só Marisa Monte mesmo pra cantar, outra doida. E ela pode perguntar pra ele o que é isso, a gente não. O detalhe é que eu adoro essa música, ou melhor, a melodia.
Na pintura às vezes acontece mais ou menos o mesmo, especialmente com abstracionismo, modernismo, cubismo, e ismos semelhantes. Duvido que alguém nunca tenha visto algo que parecia ter sido feito pela prima de 2 anos.
Já no cinema, acho que é mais difícil enrolar, não adianta a atriz ser boa se a história ou a direção forem ruins. Só se você morrer de tesão em Julia Roberts, aí você assiste até os créditos.

Moral da história: Nunca vai existir definição pra arte. Vou parar de procurar.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mudei tudo de novo. Comecei pelo título, perfeito porque sempre estou procurando analisar e tirar uma conclusão de tudo.
Só que o que eu ia contar eu esqueci. Foi uma situação engraçadíssima, mas não lembro porquê.

Moral da história: Devo ter alzheimer.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Eu voltei, voltei para ficar...

... ou até que o Blogger também morra. Depois que o Weblogger fez o favor de sair do ar pra sempre levando junto os meus posts que escrevi com tanto afinco, passei a escrever numa agenda. Mas não abandono a idéia de que a Internet é uma maravilha, e aqui estou.
Meu antigo blog era basicamente alimentado de fúria. O que me inspirava a escrever, normalmente, era a revolta por algum acontecimento ou algo do gênero. Acho que não sou mais assim não, afinal tô numa fase muito feliz. Tô trabalhando (não ainda onde quero, mas tô), estudando muito, muito bem casada e, apesar da vida corrida, tô em paz. Isso é que é vida.
E é isso... tentando recomeçar também o blog, que era um passatempo muito querido. Não é o máximo a sensação de ser lido por desconhecidos? Pois eu acho.
Bem vindos.